quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Escuto, mas não ouço

 



Você já passou pela experiência de escutar, mas não ouvir? Eu já. Muitas vezes. Não havia nada de errado com os meus ouvidos.

O problema era outro: a minha atenção estava em qualquer lugar, menos naquilo que estava sendo dito. E isso gera uma sensação desconfortável, porque, escutamos o som, mas não captamos o sentido; ouvimos a voz, mas não entendemos o que foi falado.

Por isso Jesus repetia tantas vezes: “Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.” (Marcos 4.23) Ouvir não é automático.
Ouvir exige humildade para ser confrontado.
Ouvir exige parar e prestar atenção.

E é justamente aí que muitos tropeçam. Se já é difícil ouvir bem pessoas, imagine ouvir Deus. Ele fala — e fala todos os dias. Mas quando Deus fala, Ele corrige, exorta, ensina, desmonta as nossas desculpas, expõe as nossas intenções e desmascara o nosso orgulho. E o ser humano, por natureza, não gosta disso.

A verdade é dura: a nossa carne prefere concordância. Ela gosta de quem diz “isso mesmo”, não de quem confronta e alerta “você está errado”. A carne prefere quem massageia, não quem sacode para um despertamento. É triste, mas é a realidade…

Nem sempre quem pede um conselho quer mudar, quer aprender. Às vezes, a pessoa só quer alguém que faça como ela — alguém que diga “você está certa” no que decidiu fazer.

Então, pensemos:

Queremos ouvir a Deus ou queremos ouvir alguém que apenas concorde conosco? Queremos a repreensão que transforma ou a confirmação que acomoda o nosso ego?

Colaborador: Núbia Siqueira

Foto:https://www.universal.org/nubia-siqueira/post/escuto-mas-nao-ouco/

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